segunda-feira, 5 de julho de 2010

O que á a Leste 1


O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1 é um movimento criado em 1987 com o objetivo de garantir o direito a terra e moradia às famílias de baixa renda de parte da Zona Leste de São Paulo (veja mapa 1) e municípios da Zona Leste Metropolitana (Ferraz de Vasconcelos e Suzano) a partir das lutas intensas na década de 80 nessa região. A entidade foi formalizada em julho de 2003.
A Leste 1 é formada por 25 grupos de origem, nos diferentes bairros e municípios, que é a porta de entrada para as famílias que desejam participar da luta. Atualmente participam da entidade cerca de 3 mil famílias nos grupos de origem. Formam também a entidade, os diversos mutirões e conjuntos já conquistados nesses 18 anos (ver quadro 1), com 3966 famílias. O movimento é apoiado por entidades populares da região e pelas comunidades da igreja católica da Região Episcopal Belém e tem relação com diversas assessorias na área urbana (Grão, Integra, Usina, Ambiente) e tem parceria com a ONG Habitat para a Humanidade.

É filiada à União dos Movimentos de Moradia e à Central dos Movimentos Populares, no Estado de São Paulo. Em nível nacional, participa da União Nacional por Moradia Popular, da CMP e do Fórum Nacional de Reforma Urbana.
Na Região Leste participa do Fórum em Defesa da Criança e Adolescente de São Mateus. Temos ainda parcerias para o desenvolvimento de nossos trabalhos com o Instituto Daniel Comboni, Centro de Defesa da Criança e Adolescente do Sapopemba e Pastoral da Moradia.
O movimento entende a moradia como um direito humano e que, nesse sentido, deve ser objeto de políticas públicas com gestão democrática. A ação do movimento é dirigida aos três níveis de governo – federal, estadual e municipal – no sentido de construção uma política urbana e habitacional com participação popular, participação no orçamento e destinação de recursos para programas habitacionais autogestionários. Esta é a principal bandeira de luta da Leste 1, que reivindica projetos habitacionais onde a população beneficiária seja sujeito de todo o processo, participando desde a conquista dos recursos, à decisão do local, do projeto e da gestão da construção de suas casas, gerenciando e prestando contas dos recursos públicos.

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